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Dia das Mães: 14% admitem que podem deixar de pagar contas para presentear

Mesmo diante de um cenário de pressão econômica, o Dia das Mães não entra na lista de cortes

O apelo emocional do Dia das Mães continua falando mais alto, até mesmo quando o orçamento não acompanha. Dados da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise mostram que 14% dos consumidores admitem a possibilidade de deixar de pagar uma conta básica para garantir o presente.

O número revela um comportamento que vai além da intenção de compra. Ele expõe o nível de prioridade que a data ocupa no orçamento das famílias e os riscos associados a essa decisão.

O presente como prioridade financeira

Mesmo diante de um cenário de pressão econômica, o Dia das Mães não entra na lista de cortes. Pelo contrário. Segundo a pesquisa, 63% dos consumidores colocam o presente à frente de outras despesas, o que ajuda a explicar por que alguns estão dispostos a fazer concessões importantes.

O movimento não é isolado. Parte dos consumidores recorre a estratégias como reduzir gastos com lazer, adiar compras pessoais ou buscar alternativas de pagamento para viabilizar o presente.

Ainda assim, o dado dos 14% chama atenção por indicar um comportamento mais extremo, em que o consumo passa a competir diretamente com despesas essenciais.

Entre o emocional e o desequilíbrio financeiro

A decisão de presentear está fortemente ligada ao simbolismo da data. Gratidão, reconhecimento e afeto aparecem como principais motivadores de compra, o que torna mais difícil abrir mão do gesto, mesmo em momentos de restrição.

Esse peso emocional ajuda a explicar por que uma parcela dos consumidores aceita assumir riscos financeiros. O problema é que, ao priorizar o presente, outras obrigações acabam sendo postergadas, o que pode gerar um efeito em cadeia no orçamento.

O cenário se agrava quando considerado o nível de endividamento. Entre os que pretendem comprar no Dia das Mães, uma parcela relevante já possui contas em atraso, o que aumenta o risco de inadimplência.

A pesquisa também mostra que o consumo na data não desaparece diante da crise. Ele se adapta. Muitos consumidores optam por gastar menos, buscar promoções ou parcelar a compra. Outros tentam equilibrar o orçamento antes de tomar a decisão.

Ainda assim, há um grupo que avança além desse ajuste e assume compromissos que podem não caber no bolso.

Esse comportamento reforça um padrão já observado em outras datas: o consumo emocional tende a resistir, mesmo quando as condições financeiras não são ideais.

O que isso sinaliza para o varejo

Para o varejo, o cenário exige sensibilidade. A demanda continua forte, mas o consumidor chega mais pressionado e cauteloso. Preço, condições de pagamento e percepção de valor passam a ser ainda mais decisivos.

Ao mesmo tempo, cresce a responsabilidade sobre como essas ofertas são apresentadas. Estratégias agressivas podem impulsionar vendas no curto prazo, mas também contribuir para um ciclo de endividamento. O Dia das Mães de 2026 escancara um comportamento complexo: o desejo de presentear permanece inabalável, mas, em alguns casos, ele vem acompanhado de decisões que podem comprometer a saúde financeira do consumidor.

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